Até amanhã!

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Olá amigos e família,

O regresso a Kathmandu foi feito pelo ar, na linha aérea Yeti (Yeti significa - abominável homem das neves - belo nome para uma companhia aérea!) num mega avião com uma centena de 30 passageiros. A aterragem foi daquelas muito suaves como se 2 toneladas de pedras tivessem caido de um quinto andar. Fiquem descansados que ninguém gritou, só mesmo a centena de 30 passageiros!lol (Estamos a caricaturar…mas está gravado!)

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Kathmandu, já bem dominado por nós tem sem dúvida dos melhores acesso ao aeroporto de que há memória!São cerca de 10 quilómetros até ao centro da cidade, em terra batida completamente esburacada! É um sonho esta viagem! Aconselhamos a todos :) Não admira que depois fora da cidade 300Km demorem 7 a 8 horas a fazer…

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Aproveitámos a curta estadia para visitar a Durbar square, o centro histórico de Kathmandu, parecido com Patan, mas como capital muito menos calmo, mais imponente e movimentado. Um dia esta malta vai perceber que um centro histórico sem carros irá trazer alguns benefícios. É que um turista ali nem consegue admirar bem as coisas…temos de estar sempre atentos para não levarmos uma panada de uma qualquer mota, carro, riquechó, enfim, de qualquer coisa com rodas que ande!

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Ainda ficámos sentados num templo uns bons 15 minutos a vermos crianças a brincarem com papagaios criado por elas, e com um alcance monumental a nível de altura! Eram dezenas deles no ar, em grande competição, e os putos corriam transportavam e lançavam os papagaios bem ali no meio da praça, espectacular!

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A despedida foi calma, o nosso guia do Annapurna Krishna ainda nos encontrou e ofereceu 2 fotografias do “Top of the world” mais conhecido como Evereste, e depois de cerca de 7 mil checkpoints de segurança já no aeroporto, inclusivamente  um imediatamente antes de subir as escadas para o avião, lá embarcámos para Nova Delhi onde 2 horas depois já estávamos no carro do amigo Kuldeep, o nosso motorista privado nesta cidade ;)

O último dia destas férias foi passado em Delhi às comprinhas de recordações várias, um dia quente, tranquilo e de mentalização que estes dias terminaram, mas que uma tonelada de experiências e recordações ficam.

Foi uma viagem brutal! Cidade, constrastes, caos, buzinas, cultura, gastronomia, amizade, namoro, natureza, montanhas, floresta, himalaias, cor, sentidos ultra despertos, curiosidade, descoberta, esta viagem à Índia e Nepal encheu-nos completamente a alma, e a vontade de repetir já borbulha.

Estamos felizes!

Até Lisboa, Vila Real, Pombal, Marinha Grande, as nossas várias cidades!

Luís e Mari

Marinheiros de água doce

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Olá amigos e família,

A civilização como a conhecemos no Nepal está bem representada em Pokhara. Aliás, esta cidade, com o Lago Phewa, o maior do Nepal parece ser bem segura, menos caótica, e acima de tudo mais calma do que Kathmandu.

Isto reflecte-se no lago Phewa, aos pés dos Himalaias, lago que resolvemos experimentar durante a manhã.

Como sabem eu sou um tipo de montanhas, e de remos e barcos pouco ou nada percebo… Lá alugámos por uma hora um barquito com 2 remos meio partidos, e seguimos lago dentro com a Mari a perguntar cerca de 500 vezes
- Tu sabes o que é que estás a fazer ?!!

Correu tudo maravilhosamente bem, digamos que não fizemos um grande percurso, nem muito longe da margem (óbvio!), mas por acaso foi até uma hora muito bem passada, super tranquila, com sol, montanhas e a cidade ao fundo, e os navegantes todos lampeiros!

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A tarde foi dedicada a passear e a fazer comprinhas daquelas bem boas, e o final da tarde reservou-se brutal, com uma única full body massage aos 2 ao mesmo tempo, executada por duas mini Nepalesas que durante hora e meia nos destruiram todos os nódulos, músculos, tendões do corpo, pela módica quantia de 22 € cada um :) Há uma altura em que a Mari olha para mim e está a Nepalesa em cima das minhas nalgas a puxar-me as pernas até ao infinito, comigo a ganir de dores!lol! Riu-se por pouco tempo, que a mini Nepalesa dela fez-lhe bem parecido nos minutos que se seguiram!
Amanhã é dia de regresso a Kathmandu, e despedimo-nos da cidade com um óptimo jantar no restaurante de top da zona, chamado Moondance, o mesmo onde tinhamos começado há 8 dias atrás…

Luís e Mari

PS: Se remarmos à esquerda o barco vira à direita, se remarmos à direita, o barco vira à esquerda! Espectáculo, ai adeuuuus..marinheiro… :)

Dia 07: Ulleri-Nayapul-Pokhara

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Olá amigos e família,

Fecham-se assim 7 dias de Natureza pura em alta montanha, passados de mochila nas costas e imersos na cultura e na vida dos Himalaias. Hoje o acordar foi mais suave, já não havia tanta pressa pois o nascer do sol não mostrava montanhas ;)

Descemos tranquilos e sem pressas, e bem cedo estávamos nos verde-amarelados campos de arroz, uma semana depois e já prontos para serem colhidos. Demorámos 3h para este percurso final, e bem lá em baixo conseguimos ainda vislumbrar o Fish Tail, a tal montanha sagrada, absolutamente magnífica, e chegámos finalmente ao lugar onde iniciámos este único trekking, mas claro, vindos do lado oposto!

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A chegada à estrada alcatroada é gradual, e em breve estamos de novo a sentir a poeira, o cheio do escape e as inevitáveis buzinadelas… O táxi lá nos esperava, e daí ao hotel em Pokhara, é hora e meia de estrada Nepalense, ou seja, buracos, condução perigosa e mais buracos :)

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Demos uns bons €de gorjeta ao RAM e ao Krishna, e ofereci-lhe ainda uma camisola minha e um relógio daqueles digitais para o filho. A satisfação era grande, ainda escrevemos umas frase num papel, trocámos um abraço e cada um foi à sua vida, sabendo que o Krishna ainda nos haveria de ver em Kathmandu :)

O hotel “Silver Oaks” era felizmente confortável, ficámos bem, aproveitámos para dar mais uma pequena volta por Pokhara, mas o cansaço de todos os dias fez-nos ir dormir bem cedo, amanhã seria o último dia em Pokhara, e queriamos ainda aproveitá-lo.

bjs e abraços,

Luís e Mari

Dia 06: Ghorepani-Ulleri

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Olá amigos e família,

Não há dia na montanha cujo acordar não se dê antes das 06:30, e este dia não foi excepção. Pelas 06:05 já cá andava fora, bem pela fresca e sozinho com o céu absolutamente limpo, à espera dos primeiros raios de Sol… A Mari desta vez ficou a cochilar mais um pouco (isto não são horas pá! - dizia ela), e o chá preto quentinho lá me ajudou a continuar na rua à espera, a olhar. Como é óbvio, em breve apareceu o Krishna, também ele todo lampeiro de máquina na mão, e pronto para ver o espectáculo. Pareciam sagrados aqueles momentos matinais a olhar para os Himalaias.

Ali ficámos cerca de 45 minutos, a fotografar de todas as perspectivas possíveis aquele monumental nascer do Sol, e a utilizar todas as funções da máquina para conseguir o azul perfeito, a luz óptima, o foco imaculado :) Não é fácil fazer transparecer numa fotografia o que se sente naquele local, mas pronto, esforçámo-nos, e o resultado é satisfatório para meros amadores que pouco ou nada entendem do assunto :) Fica a lembrança de mais uma manhã, desta vez uma manhã de despedida, pois o início da descida para o regresso era hoje…

os primeiros raios de Sol, com 2 corvos a voar lá no alto<

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O Annapurna Sul, visto de outro ângulo

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A visão global do Dhaulagiri, à esquerda dos Annapurnas, mais um pico acima dos 8 mill metros

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Tomámos o pequeno almoço, desta vez com pão frito Tibetano e mel (aqui não nos tratamos nada mal), arrumámos tudo, despedimo-nos dos picos gelados já com saudades, e avançámos para baixo com destino a Ulleri, se a nossa passada e joelhos nos permitissem

O caminho foi praticamente todo a descer, e quando dizemos descer, contem com degraus…muitos degraus pelas encostas íngremes, ribeiros, com desvios ultra mega rápidos de bostas de mula, de cavalo, de bisonte e de vaca, muitas raízes de árvores floresta, enfim, esta descida teve um pouco de tudo, e como já alguém dizia, para baixo todos os santos ajudam!

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Lá conseguimos depois de um almoço a meio do caminho, descansar o suficiente e voltar a avançar ao passo desejado, e ao chegar a Ulleri, uma pequena aldeira no sopé do vale rodeada por floresta e quedas de água, percebemo-nos que estávamos mesmo de saída… Para terem uma noção, de Birethani (almoço) a Ulleri contem com cerca de 12 mil escadas ininterruptas.. É de malucos, e mais uma vez, pimba nos joelhos!!

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Faltava um dia para regressarmos, e já bem instalados, durante a tarde cai uma chuva torrencial com relâmpagos, trovões, e tudo aquilo a que tinhamos dieito, algo de clima tropical, e que por sinal faltava nesta viagem. Agora sim, ficou tudo completo!

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Aproveitámos o final de tarde, início de noite para ouvir no inglês macarrónico do Krishna histórias sobre o Tibete, Nepal, sobre o Hinduísmo, sobre tradições, cultura, sobre a vida da montanha, sobre a cultura, enfim, ficámos a saber mais um pouco, apenas 5% segundo as contas dele… Se calhar podemos pensar em voltar para aprendermos mais um bocadinho, Voluntários para virem connosco ?

Amanhã, último dia da descida :)

bjs e abraços,

Luís e Mari

Dia 5: Deurali-Ghorepani

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Olá família e amigos,

Apesar da complicada noite do dia anterior, o nosso espirito estava em alta. Este era o dia em que iríamos atingir o nosso objectivo, chegar a Ghorepani, e consequentemente a Poon Hill, um monte cujas características permitem ter uma visão a 180º de toda a cordilheira dos Himalaias do parque Natural do Annapurna, bem como ver ainda a cordilheira a Oeste, Dolaghri.

Partimos bem cedo, e este trilho era fácil, ainda entre floresta, mas com vista recorrente para as montanhas, o que contrastava com o verde, tornando a paisagem simplesmente brutal!

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O percurso foi rápido, e em cerca de 2h e meia estávamos num lugar incrivel, a ver praticamente tudo o que se vê em Poon Hill, apenas com algumas árvores no caminho, e uma fantástica imagem de todos os picos bem cobertos de neve.

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O objectivo estava perto, e ao contrário do habitual estávamos a caminho para Poon Hill enquanto dezenas de turistas regressavam de lá, dado o grande momento ser o nascer do Sol. O nosso plano era o oposto, ir mais tarde, mas apanhar o local praticamente vazio, para realmente o podermos disfrutar. A chegada a Ghorepani foi sempre sempre a descer, e as caras em esforço do resto dos turistas em sentido contrário diziam isso mesmo.

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Ghorepani é uma aldeia já considerável, com vários alojamentos, lojinhas, uma mercearia e até Internet num boteco, tudo bem arranjado e bem mantido. O nosso lodge estava óptimamente localizado a caminho de Poon Hill, com uma brutal vista para a cordilheira. Instalámo-nos e em 15 minutos partimos leves rua acima, em direcção a poon Hill, 45 minutos a subir!

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A visão lá de cima é absolutamente avassaladora, a cordilheira ergue-se imponente, e nem as nuvens que se começaram rapidamente a acumular nos impediram de aproveitar aqueles minutos que foram o resultado e o culminar de 5 intensos dias de trekking! Uma imagem vale mais do que mil palavras…

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Amanhã irá começar a descida de volta em direcção a Pokhara, mas tendo em consideração os milhares de degraus que teremos de descer, ainda teremos direito a mais uma última noite pelo caminho, para fazer a coisa mais gradual e menos agressiva.

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Bjs e abraços,

Luís monteiro

Dia 4: Chuile-Deurali

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Olá amigos e família,

O quarto dia omeçou fresquinho e meio nublado. A Mari teve algumas dificuldades a dormir dadas as condições espectaculares do colchão ergonómico Pikolin, mas no fundo até nos temos de dar por contentes por haver colchão pois se tivessemos seguido para o acampamento base, era onde fosse possível!

O pequeno-almoço foi servido pelas 06:30, como habitualmente, e por estes dias tínhamos descoberto as panquecas com maça, feitas em forno de lenha, bem saborosas, invariavelmente servidas com chá preto pois não nos aventuramos a beber leite por estas andanças. Sabe-se lá de que animal e de que mistura vem… vaca, cabra, yak, é só escolher :)

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Casa às costas de novo, que isto de estar na montanha parado não é para nós, seguimos viagem, encosta acima, em direcção à floresta. Como seria de esperar, o “Ram”, porter, dá 10 a 0 à concorrência e com os seus 25 quilinhos nas costas, começa a subir aquilo como se de nada se tratasse, e em breve deixamos de o ver.
A moral estava em alta, e subimos mais uma vez uma bruta encosta a pique em menos tempo do que o esperado…não havia escadas, mas o trilho serpenteava a pique encosta acima. Parecia que as dores das pernas dos dias anteriores tinham passado, e estávamos agora em velocidade de cruzeiro, bem dispostos, e a disfrutar de toda a envolvência, com muito menos paragens, e um passo bem mais constante e forte.

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Subir exige muito mais esforço das pernas pois estamos a lutar contra a gravidade, e para além disso, a cabeça tem de estar boa, senão ela manda e as pernas não obedecem! O dia ia ser mais complicado que o anterior, até porque tinhamos 3 horas, almoço e mais 2 horas para conseguirmos antecipar o trekking do dia a seguir, mas estávamos em grande, e depois da bruta subida, o terreno ficou mais calmo, mas mesmo entre a floresta, por cima de milhares de árvores típicas do Nepal (Redhodondhron) cujas partes das raízes se encontram acima do solo, a progressão era rápida mas cautelosa. Uma qualquer lesão aqui é muito complicada de gerir pois o regresso a um lugar com estrada ou é feito às costas de alguém, ou temos de chamar uma mula para nos levar, o que vai custar uma boa maquia de guita, e alguns dias a descer dependendo do lugar onde estivermos. Sendo assim, sempre cautelosos.

Este trilho na floresta é espectacular, com pequenos ribeiros a atravessarem o trilho, o som dos corvos e de outros pássaros é constante, e como é mais fresquinho, sabe muito bem.

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Almoçávamos numa pequena localidade, ao sol, ao lado de uma bruta escarpa, quando de rependte o Ram com o seu inglês perfeito me diz. Monkey , monkey… olhamos para cima, e depois de alguma insistência lá vemos um bruto macaco cinzento com a sua cria ao colo, agarrado à escarpa… Foi um momento National geographic, só que aqui não é televisão, é sim, vida real, com animais selvagens! Aliás, nesse dia o Ram, que foi à frente viu um tigre ao longe!

Conseguem ver ? Estão perfeitamente adaptados ao ambiente, bem como camuflados.

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Ao final de 5 horas, chegámos finalmente a Deurali, uma “localidade” com simplesmente 2 casas onde iríamos pernoitar. Instalámo-nos num quarto com cheiro a tinta, sendo que naquela pequena casinha iriam dormir naquela noite quase 50 pessoas, entre guias, porters, hóspedes, e locais…

Passamos a explicar alumas das características deste local:
- O duche era fora do edifício, literalmente num buraco, com uma porta de latão e uma abertura no latão para se poder ver a luz do dia. E tomámos duche, água quente, às escuras, ah pois é!!
- Na rua, uma mesa onde nos sentavamos, e logo a seguir o lugar onde passaram nessa tarde cavalos, búfalos, galinhas, pintainhos e gatos!
- A sanita era o pior…não tinha água, ou seja, tinha de se fazer a “coisa”, e depois mandar pequenos baldinhos de água lá para dentro, só para atenuar a cena porque como devem imaginar, nada desce.. É uma sanita para 50 pessoas só nessa noite!
- Quando a electricidade desligou, foi ligado o gerador, que se encontrava dentro da sala principal, e as roupas húmidas e molhadas que estavam penduradas em fios dentro da casa tiveram de ser recolhidas..porquê ? Esses fios eram fios de electricidade do gerador!lololol Jantaámos ao sabor de diesel…!
- A lareira foi acesa pelas 18:30, e juntou-se ao Diesel um fabuloso sabor a fumo, que se propagou por todos os quartos.

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Escusado será dizer, que a Mari dormiu mal esta noite… Apesar de todos os esforços, o cheiro a tinta, diesel e fumo não passava, e os alemães a roncarem na cama ao lado parecia que estavam a dormir connosco :)

Foi surreal, e uma verdadeira noite de montanha, com toda a gente a comer ao mesmo tempo, a cozinha aberta ali ao lado com toda aquela mistura de cheiros, os guias e porters a comerem o famoso Dhal Bat (Lentilhas, pickles, batatas, arroz e feijões) com as mãos, e nós, tão longe da nossa zona de conforto, no entanto super à vontade com tudo aquilo.

Foi uma experiência única e de partilha pois daquela casita, ninguém se arriscaria a sair durante a noite!
Amanhã, último dia rumo ao objectivo Poon Hill, depois é descer!

bjs e abraços,

Luís e Mari

Dia 3: Chhomrong-Chuile

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Olá família e amigos,

Tal como explicámos no post precedente, a decisão de não seguir para o acampamento base estava tomada, e hoje quando nos levantámos as nossas pernas confirmaram que tínhamos feito bem.

Depois da habitual sessão de fotos ao nascer do Sol, o dia tinha-nos reservado um percurso de cerca de 3 horas, primeiro com uma subida daquelas de 1 hora à maluco, e depois com alguma acalmia no percurso.

Antes do sol nascer

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Os primeiros raios de sol no Annapurna Sul

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Palavras para quê..

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Partimos a olhar para trás, e os já amigos picos Fish Tail, Hiun Chuli e Annapurna Sul piscaram-nos o olho como quem diz, estiveram perto ;)

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O facto de ser um trekking curto depois da estupidez do dia anterior deu-nos algum ânimo e nem aquela subida nos fez vacilar, lá subimos a pique uma mistura de degraus de pedra e de terra muito inclinada em menos 15 minutos que o planeado!

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Estávamos em grande, com grande espirito, e 2:45 depois tínhamos chegado ao nosso destino, completamente isolado de tudo, um grande jardim encrostado no cimo de um daqueles magníficos vales, onde nos esperava um quarto com duas camas, e um casa de banho comum e anexa mesmo ao lado, o que era bom para nós pois era perto, mas bastante mau pois dado o fantástico isolamento da mesma (sem tecto) tivemos o privilégio de ouvir durante toda a noite seguinte as idas de todos os hóspedes à mesma,conseguindo identificar claramente o tipo de dejecto a ser produzido. Bom, depois desta detalhada explicação dos aposentos, voltamos ao que interessa ;)

Como chegámos bem cedo, pelas 11:30, restou-nos descansar e aproveitar magnifica vista e calma nos esperou o resto daquele dia. Descansar, beber cházinho e aproveitar apenas e só a nossa presença e a Natureza. Impagável meus amigos!

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De vez em quando passam umas mulas carregadas, outros trekkers de passagem a arfar de cansados, as nuvens acumulam-se, dissipam-se, investigamos tudo à nossa volta, os poucos locais partem lenha, fazem instrumentos para a agricultura em bamboo, sente-se o cheiro da lareira dentro do edifício, tudo construído à mão, sem qualquer máquina,  e todos os materiais trazidos por mulas e pelo homem, o que é incrível. Aqui nas montanhas vive-se sem televisão, sem Internet e o telefone chegou há poucos meses. A electricidade dura umas horas, depois há um gerador que dura outras tantas, depois é escuridão, e tudo sem qualquer stress.

Como habitual na montanha, o jantar serve-se entre as 18:30 e as 19:00, invariavelmente pedimos pratos sem carne (nunca se sabe), por exemplo MOMO (enrroladinhos de queijo ou de vegetais, e pelas 21:30 está tudo a preparar-se para ir dormir.

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Acordei entretanto às 2 da manhã, e arrastei a Mari para a arca frigorifica que estava na rua, só para lhe mostrar o incrível e completo céu estrelado da montanha. Fantástica a quantidade de estrelas visíveis.

Bjs e abraços,

Luís e Mari

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